Há algum tempo, muitos servidores
público federais em todo o país vem questionando a forma como a direção da
Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (CONDSEF) vem
representando a categoria junto ao governo em nossas campanhas salariais.
Este ano, apesar de toda a
intransigência do governo federal com a ameaça de descontos, repressão policial
e ataques jurídicos ao direito de greve, o funcionalismo público federal
construiu greves fortes no setor da educação, no judiciário federal, no INSS, no
Banco Central na Fundação Oswaldo Cruz e, também, no INCRA e IEC/CENP, além das
greves entre os servidores da FUNASA e IPHAN em alguns estados, incluindo o
Pará.
Porém, não foi possível construir
uma greve geral do funcionalismo, como exigia a conjuntura, porque vimos pouca
adesão da base da CONDSEF, que representa cerca de 80% dos servidores do executivo
federal.
A partir dessa avaliação,
sindicatos de várias partes do país decidiram construir unidade em torno de
alternativas para a representação dos trabalhadores federais. Assim, começamos
a construir pela base da Confederação, um seminário nacional da oposição, nos
dias 20 e 21 de novembro de 2015, em Natal, com o objetivo de iniciar a
organização de um bloco de oposição de esquerda para o próximo Congresso da
CONDSEF, previsto para dezembro de 2016.
Este primeiro Seminário da Oposição na CONDSEF, em Natal/RN, reuniu representantes dos sindicatos estaduais do Rio Grande do Norte, São Paulo e Ceará, que, junto a trabalhadores de outras partes do país, discutiram o momento político atual, o balanço de nossa última greve e a necessidade de organizar as lutas do funcionalismo no próximo período.
Este primeiro Seminário da Oposição na CONDSEF, em Natal/RN, reuniu representantes dos sindicatos estaduais do Rio Grande do Norte, São Paulo e Ceará, que, junto a trabalhadores de outras partes do país, discutiram o momento político atual, o balanço de nossa última greve e a necessidade de organizar as lutas do funcionalismo no próximo período.
Apesar de nós, do movimento
IECENP Pra Lutar, não termos tido condições de participar desse importante espaço,
saudamos a realização desse momento histórico em Natal como um primeiro passo para
a mudança de perspectiva na organização dos servidores federais e firmamos
nosso compromisso de construirmos juntos uma Oposição de Esquerda, que nos
permita enfrentar de forma consequente o ajuste fiscal implementado pelo
governo Dilma e apoiado, tanto pela oposição de direita capitaneada pelo PSDB,
quanto pela burocracia sindical da CUT, CTB, Força Sindical, etc.
UMA OPOSIÇÃO COMPROMETIDA, TAMBÉM, COM A LUTA CONTRA AS OPRESSÕES...
Entendendo que qualquer processo
de organização de alternativa não pode negligenciar a construção mais
igualitária das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras, um dos espaços do
seminário em Natal debateu o assédio moral no serviço público e as lutas contra
as opressões.
Relatos contundentes lembraram os
obstáculos que dificultam a participação de mulheres na atividade sindical e as
disparidades salariais entre trabalhadores brancos e negros, além da discriminação
que sofrem os LGBTs entre os próprios colegas servidores, tudo isso agravado
pela pratica generalizada do assédio moral implementada de maneira orquestrada
pelas chefias, que buscam, a partir desses ataques, desmoralizar e fragilizar
os servidores e sua organização.
Foi ainda ressaltado o caráter classista
necessário à discussão sobre a luta contra as opressões, relacionando-as como
práticas indissociáveis do capitalismo, com as quais a busca por uma sociedade
mais justa e igualitária precisará se enfrentar para abolir toda forma de exclusão.
FORTALECER A OPOSIÇÃO, RUMO AO SEMINÁRIO DE SÃO PAULO!
Durante o seminário os
participantes aprovaram um documento com vários pontos para construção um
movimento nacional de oposição na base da CONDSEF, com intuito de discutir os
rumos do funcionalismo público federal, frente à política governista da direção
da entidade, construindo uma alternativa à direção governista da entidade.
Entre os pontos aprovados está
que o movimento terá como nome “Muda CONDSEF” que “terá como princípio de
atuação o respeito às decisões da base e seguirá o caminho da luta e na defesa
intransigente dos direitos e reivindicações d@s servidor@s públic@s federais,
na base da CONDSEF”, diz o documento. Além disso, ficou aprovada a formação de
uma Coordenação Nacional do Movimento, composta por dois representantes de cada
sindicato ou minoria de direção e um representante por oposição nos Estados.
Outra deliberação importante foi a da realização de um novo seminário, em São
Paulo, para seguir articulando a oposição, com data prevista para os dias 08 e
09 de abril de 2016.



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