segunda-feira, 9 de maio de 2016

SOBRE O SIREF: O QUE FAREMOS?







Colegas servidores, estamos em um momento delicado, de inconstâncias, mas justamente por isso é a hora de ser forte e nos posicionar para podermos seguir em frente.

Entre tantas turbulências e desmandos, aqui no IEC um ponto importante, para todos nós, é questão do SIREF. Estamos a meses enfrentando problemas de funcionamento do ponto, não temos esclarecimentos e, agora, chega a notícia de que o ponto deverá ser fechado até junho porque está a quase um ano aberto, como pode?

A verdade é que o sistema não funciona e não cumpre requisitos básicos, não temos culpa, foi um sistema implantado nos moldes ditatoriais aos trabalhadores (as), que hoje são os mais prejudicados, aliás, a portaria N°587, de 20/05/2015, que “redefine as regras do controle eletrônico de frequência para registro de assiduidade e pontualidade dos servidores públicos lotados e em exercício nos órgãos do Ministério da Saúde”, é bem clara.  Em seu Art.2° define que o registro de frequência será realizado por meio de sistema eletrônico e em seu Inciso 3° define as finalidades do SIREF, que inclui a transparência no processo de registro e o acesso às informações pelo servidor, chefia imediata, área de gestão de pessoas e órgãos de controle.

Já em seu Art.4° diz que, compete ao DATASUS/SGEP/MS prover os recursos de infraestrutura de rede necessários ao perfeito funcionamento do SIREF, especialmente relativos a, entre outros, garantia da segurança, integridade, armazenamento e preservação dos dados, e disponibilização das informações produzidas pelo SIREF.

A portaria ainda afirma no Art. 18, que fica autorizado o registro manual de assiduidade e pontualidade, por meio de assinatura de folha de ponto, entre outras situações, quando em período específico de inoperância do equipamento de registro da biometria do SIREF, por tempo igual ou superior a 10 (dez) dias consecutivo. No caso já estamos há quase um ano.

Vejam que a responsabilidade de manter o sistema em funcionamento e de proporcionar o acompanhamento por parte dos servidores é dos representantes do MS, o que está ocorrendo no IEC parece ser o inverso, não podemos ser responsabilizados por problemas que não causamos, ou seja, não vamos pagar pela inoperância de um sistema falho, que por tantas vezes ficou a dias, semanas e até meses sem disponibilizar as informações aos servidores, impedindo-os que  pudessem fazer justificativas, ajustes, correções e fechamento da folha em tempo hábil.

Portanto, ansiamos que a direção se manifeste de modo coerente, respeitando os servidores, para resolver o que já poderia ter sido resolvido se houvesse comprometimento e boa vontade. Em paralelo, para garantir nossos direitos, vamos buscar tomar as medidas cabíveis e necessárias junto aos órgãos competentes.

Contamos com o apoio, presença e manifestação de todos que constroem este Instituto para realizarmos uma assembleia, ainda esta semana, para deliberar sobre o que iremos fazer para impedir mais esse absurdo.